"Eu, Tércio, que esta carta escrevi, vos saúdo no Senhor."
Romanos 16:22



A Série Cartas Missionárias é mais um presente do Senhor. Após contato com a JMM Missões Mundiais, através da Erica, conseguimos a permissão para reproduzir DEZ cartas de missionários ligados à organização, que serão publicadas aqui no BlogFpM à partir de hoje.

Nosso objetivo com esta nova série continua sendo o mesmo, incentivar, encorajar e provocar você à se envolver real e pessoalmente com missões. Esta carta, em sua publicação original, você encontra neste link aqui, e ainda pode ler dezenas de outras cartas, de outros missionários espalhados pelo mundo.

Ore por eles, mobilize-se por eles, oferte em suas vidas, vá por eles. 

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Bolívia - Março de 2017.

Irmãos e amigos, graça e paz.

Por ser minha primeira carta como missionário efetivo, vou me apresentar. Meu nome é Mailson, tenho 28 anos e sou enfermeiro, natural de São Paulo/SP. Sou filho de pais nordestinos que, em sua juventude, foram para São Paulo onde se conheceram, casaram-se e criaram seus quatro filhos, do qual sou o caçula. Recebi meu chamado missionário quando adolescente e, desde então, passei a amar missões. Tornei-me o promotor de missões da igreja batista em São Mateus, onde sou membro há quase 15 anos e passei a participar de congressos missionários, acampamentos, viagens e projetos.

Aos 20 anos de idade me inscrevi no Programa Radical África e, aos 21 (logo após me formar na faculdade de enfermagem), me mudei para o Rio de Janeiro onde participei do treinamento, indo depois para o Senegal, onde morei por quatro meses, seguindo depois para a Guiné, onde morei por dois anos.

Voltei ao Brasil em 2014, pouco antes da data prevista para o retorno, devido ao surto do vírus ebola que afetou, neste período, a cidade onde eu morava na Guiné. Passei pouco mais de dois anos no Brasil, onde após meu período de readaptação e promoção missionária, tive a oportunidade de fazer uma pós-graduação em urgência e emergência e trabalhar por um ano como enfermeiro. Nesse tempo que estive no Brasil, me foi apresentada a proposta de vir para a Bolívia atuar em um ministério de capelania universitária. Após alguns meses orando a respeito, aceitei o desafio.

Essa semana, completou-se um mês desde que cheguei ao novo campo e, quantas coisas já aconteceram desde então! Pela graça de Deus, fiz uma boa viagem e fui muito bem recebido por meus companheiros de campo. Já estou instalado em minha nova casa, em Santa Cruz de la Sierra. Esta é a maior cidade da Bolívia e movimenta a economia do país. Por ser um polo estudantil, a cidade hospeda muitos estudantes estrangeiros como chilenos, colombianos, peruanos, mas principalmente brasileiros! Isso mesmo, o português aqui é quase que um segundo idioma, até porque entre as grandes cidades da Bolívia, Santa Cruz é a que está mais próxima da fronteira com o Brasil. 

Assim como aconteceu quando estive na África, Deus tem me abençoado muito neste período de adaptação aqui na Bolívia. O fato de falar outros idiomas e de já ter morado em lugares onde precisei aprender o idioma local tem me ajudado a aprender o castelhano com certa facilidade e, paralelamente, também estou tendo aulas de guarani, um dos idiomas locais falados na Bolívia.

Por tudo isso, peço que os irmãos estejam orando pela minha adaptação nesse novo campo, pelas pessoas que estão ouvindo e as que ainda vão ouvir o Evangelho e para que eu tenha sabedoria para entender quais deverão ser os próximos passos nesse novo campo.

Que Deus os abençoe.

No amor de Cristo, seu amigo e missionário,

Mailson Oliveira Nascimento.

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"Não deixe que missões seja um campo em que você não trabalha, anuncie as Boas Novas de Jesus Cristo onde você estiver, cumpra a sua missão!"
Edinelson Lopes

Fogo para Missões
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"Perseverai em oração, velando nela com ação de graças;"
Colossenses 4:02


Há alguns anos, uma frase me veio à mente, em forma de canção, e eu acabei a esquecendo, até recentemente, durante uma ministração do tempo de louvor em nossa igreja.

"Enquanto esperamos, Te adoramos!"

E esta frase significa exatamente isso: o que podemos fazer, enquanto esperamos pela resposta do SENHOR à nossas orações? Se já estamos orando, se estamos buscando conhecer e viver Sua vontade, examinando as Escrituras, o que faremos enquanto (aparentemente) não temos uma resposta de Deus? E, em uma pergunta ainda mais ampla, o que faremos enquanto esperamos Sua volta?

A resposta é esta: enquanto esperamos, Te adoramos. Não se trata apenas de uma espera inerte, como se não houvesse mais nada à fazer (o cristão sempre tem algo para fazer), mas como Paulo e Silas na prisão (Atos 16:25), vamos fazer isso, vamos tornar ao Senhor conhecidas as nossas necessidades, com oração, com súplicas e com ações de graças (louvor mesmo), O adorando.

Um grande exercício de adoração, pois não o faremos por algo que o Senhor já nos tenha feito, mas, o adoramos por Sua Majestade, por Quem Ele É (João 8:56).

E, pensando novamente em Paulo e Silas, e tantos outros irmãos que, em lutas, esperaram (e tantos que hoje esperam) no Senhor, orando, louvando e O adorando, penso na inexplicável paz, que ultrapassa todo e qualquer entendimento, guardando os corações e as mentes destes homens ao ponto de quase poder ouvi-los dizendo, em meio aos louvores, com alegria: "ou as portas se abrem, ou nos veremos na Glória". Aleluia!

Que possamos fazer o mesmo, deixando a ansiedade de lado, apresentar para Ele nossas petições, orando, suplicando, nos humilhando sob Sua poderosa mão (1 Pedro 5:06 e 07) e, então, feito tudo, descansarmos Nele. E apesar de toda e qualquer circunstância, que possamos nos alegrar no Senhor Jesus, enquanto nossos corações são aquecidos com Sua presença, de maneira que não haveremos de responder de outra forma, a não ser adorarmos a Ele, Autor e Consumador de nossa fé.

É amados, perto está o Senhor!

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"Depois de serem severamente açoitados, foram lançados na prisão. O carcereiro recebeu instrução para vigiá-los com cuidado. Tendo recebido tais ordens, ele os lançou no cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco. Por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus; os outros presos os ouviam. De repente, houve um terremoto tão violento que os alicerces da prisão foram abalados. Imediatamente todas as portas se abriram, e as correntes de todos se soltaram."
Atos 16:23 ao 26

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus."
Filipenses 4:06 e 07

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Texto de Edinelson Lopes.
"Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo."
Hebreus 13:03



Pelo terceiro ano consecutivo, a perseguição de cristãos ao redor do mundo atingiu um novo recorde.

Aproximadamente 215 milhões de cristãos sofrem perseguição alta, muito alta ou extrema. Confira no infográfico abaixo com dados da Lista Mundial da Perseguição 2017, publicada pela organização Portas Abertas, em 11 de janeiro. Acompanhe nossas publicações aqui no BlogFpM, ou pelo Facebook em fb.com/fogoparamissoes, aproveite que no Brasil (ainda) temos liberdade e se envolva pessoalmente com proclamação das Boas Novas de Jesus Cristo, pela qual muitos irmãos entregam suas vidas em todo o mundo.



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Fonte: Artigo publicado originalmente no site Ultimato. Para ver a Lista Mundial da Perseguição 2017 do Portas abertas, clique AQUI!

Fogo para Missões
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"Abraão, pai de vocês, regozijou-se porque veria o meu dia; ele o viu e alegrou-se. Disseram-lhe os judeus: 'Você ainda não tem cinqüenta anos, e viu Abraão?' Respondeu Jesus: 'Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, EU SOU!'"
João 8:56 ao 58



Jesus, em resposta à pergunta dos fariseus "Quem você pensa que é?" disse: "Abraão, pai de vocês, regozijou-se porque veria o meu dia; ele o viu e alegrou-se". Os judeus perguntaram: "Você ainda não tem cinquenta anos, e viu Abraão?" Jesus respondeu: "Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, EU SOU!" A reação violenta dos judeus à afirmação "EU SOU" de Jesus indica que compreenderam claramente o que Jesus estava declarando - Ele estava se igualando a Deus ao usar o mesmo título “EU SOU” que Deus dera a Si mesmo em Êxodo 3:14, em resposta à pergunta de Moisés "Qual é o seu nome?".

"Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós."
Êxodo 3:13 e 14

Se Jesus tivesse querendo dizer apenas que já existia antes do tempo de Abraão, Ele teria dito: "Antes de Abraão, eu era." As palavras gregas traduzidas como "nascer" no caso de Abraão e "sou" no caso de Jesus são bastante diferentes. As palavras escolhidas pelo Espírito deixam claro que Abraão foi "trazido à existência", mas que Jesus existia eternamente (João 1:01). Não há dúvida de que os judeus entenderam o que Ele estava dizendo porque pegaram pedras para matá-lo por clamar-se igual a Deus (João 5:18). Tal declaração, se não fosse verdade, era uma blasfêmia e a punição prescrita pela lei mosaica era a morte (Levítico 24:11 ao 14). No entanto, Jesus não cometeu blasfêmia; Ele era e é Deus, a segunda Pessoa da Trindade, igual ao Pai em todos os sentidos.

Jesus usou o mesmo termo "EU SOU" em sete declarações sobre Si mesmo. Em todas as sete, Ele combina EU SOU com metáforas que expressam a Sua imensa relação de salvação com o mundo. Todas aparecem no Evangelho de João.

EU SOU O PÃO DA VIDA
"E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede."
João 6:35

"Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu."
João 6:41

'Eu sou o pão da vida."
João 6:48

"Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo."
João 6:51

EU SOU A LUZ DO MUNDO
"Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida."
João 8:12

EU SOU A PORTA DAS OVELHAS
"Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas."
João 10:07

"Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens."
João 10:09

EU SOU O BOM PASTOR
"Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas."
João 10:11

"Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido."
João 10:14

EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA
"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;"
João 11:25

EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."
João 14:06

EU SOU A VIDEIRA VERDADEIRA
"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador."
João 15:01

"Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer."
João 15:05

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Fonte: Conteúdo publicado originalmente no site GotQuestions, clique AQUI para acessar este e outros artigos semelhantes.

Fogo para Missões
"Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu. E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia."
Hebreu 10:23 ao 25



Recentemente, em nossa igreja local, recebemos a visita Kaká (Ricardo Monteiro) e sua família, eles são missionários e estavam aproveitando alguns dias no Brasil, para rever amigos e familiares, para depois partirem para outro campo missionário em Ottestad, na Noruega. Esta visita calhou com uma publicação do site The Gospel Coalition, a qual decidimos compartilhar com vocês à partir do texto abaixo.

No esforço de aprender como encorajar melhor a vida de missionários, mandei e-mail para alguns deles perguntando como mais gostariam de ser servidos e encorajados. A lista abaixo foi feita com base nas respostas deles.

1. Ore por eles e garanta que saibam que você faz isso com frequência
Uma das coisas mais inspiradoras e encorajadoras que podemos receber é um email, curto e direto, dizendo que alguém está ‘pensando’ em nós.

2. Envie uma “correspondência de verdade”
Envie um pacote, mesmo que pequeno. Uma boa ideia é mandar algum alimento que a gente não consegue encontrar no local onde estamos servindo.

Uma ideia para encorajar missionários em locais com datas festivas características (Thanksgiving nos EUA, por exemplo) é enviar uma caixa antes da data com itens decorativos para enfeitar a casa.

Mande pra gente um cartão de aniversário. Não precisa ter um texto longo, escrito à mão. Apenas uma lembrancinha, um cartão impresso em casa.

Correspondências reais são sempre algo especial. Sério, receber algo palpável e real vai além de receber coisas de sua terra natal (o que é legal), mas é valioso pois traz uma lembrança mais tangível por parte das pessoas que amo e sinto saudade, mostrando que elas também me amam, sentem minha falta e pensam em mim.

3. Ore pelas pessoas que os missionários servem e não “apenas” pelos missionários e suas famílias.

4. Convide outras pessoas para orarem pelas áreas de atuação dos missionários (a cidade onde vivem, grupos e pessoas com que trabalham etc), além de orações pelos próprios missionários.
Isso pode ser algo incrível: ter uma pessoa ou um grupo de pessoas suportando de forma ativa nosso trabalho no exterior — tornando-se defensores de nosso trabalho e da cidade onde vivemos. É realmente encorajador saber que existem pessoas que se posicionam por nós e que convocam mais pessoas a apoiarem o trabalho missionário.

Se tornar o nosso braço direito no país natal. Algumas ideias incluem: ajudar a distribuir nossos informativos, planejar a parte logística quando estivermos de volta ou orientar grupos de visita ao campo de curto período.

5. Faça visitas aos missionários com o propósito de servi-los e encorajá-los em seus ministérios.
É muito bom ter um grupo de pessoas que venha ministrar a nós enquanto estamos ofertando nossas vidas para ajudar ao próximo. Isso pode acontecer em um pequeno acampamento com nosso time ou algo parecido, além de poderem vir orar enquanto andam pela cidade onde estamos.

6. Envie a eles fotos e notícias suas e da sua família (seja por carta ou email).
Seria especialmente agradável receber no final do ano notícias de nosso conhecidos ou algum cartão de Natal. Nós queremos continuar conectados a você! Nós adoramos saber sobre o que tem acontecido na sua vida e da sua família!

Se você tem amigos no exterior, mantenha contato com eles. Não deixe que a preocupação religiosa de ter conversas espirituais faça com que você deixe de ter conversas ‘não-espirituais’, seja sobre o cotidiano e as pequenas coisas do seu dia. Isso é algo que você faria (ou fazia) naturalmente se o encontrasse para um almoço. Às vezes, os emails ‘menos espirituais’ são os que mais ajudam, porque, de alguma forma, sinto que estou menos distante quando meus amigos falam comigo como sempre falaram antes de viajar. Compartilhe e fale sobre as coisas que têm acontecido ultimamente na sua família, escola, trabalho, futebol — qualquer coisa que você falava antes de seu amigo missionário ir para o exterior.

7. Faça perguntas sobre o que eles estão fazendo
Não pergunte apenas sobre como estamos, mas também sobre nosso trabalho… e tente saber tudo o que puder sobre as pessoas e a cidade com as quais estamos envolvidos.

Sei que já falei isso, mas um real interesse no nosso trabalho é a melhor maneira de nos encorajar.

8. Continue sendo um amigo cristão e continue ministrando na vida do missionário.
Não deixe de ser a nossa igreja quando estamos fora. Sempre que a segurança permitir, tenha conversas espirituais: elas fazem bem ao nosso coração. Missionários lutam com as mesmas questões pecaminosas que afligem cristãos em todo o mundo. Deixar seu lar para viver entre povos não-alcançados talvez seja um passo de fé no processo de santificação, mas não é um passo que enterra todos os pecados. É mais provável até que exponha e traga à tona todo o tipo de pecado que foi ‘esquecido’ ou não foi percebido anteriormente. Ter amigos que me conhecem, que têm paciência comigo e que sabem que ainda sou o mesmo pecador lutando contra essa natureza me ajuda a permanecer na humildade, quando tentado a me tornar arrogante ou cair em desespero.

Mesmo com um cuidado dos membros, é muito bom e importante receber cuidado pastoral do líder de nossa igreja. Muitas vezes ele é um conhecido pessoal e próximo do missionário, sabendo de sua história, podendo, assim, aconselhá-lo de maneira eficaz, além da nossa família e casamento.

Faça-nos aquelas perguntas difíceis. E pratique aconselhamento pastoral conosco.

Por favor, não nos coloque em um pedestal. Também somos pessoas normais, como você, que foram perdoadas da mesma maneira, mas que, por alguma razão, Deus chamou para vivermos nossos ministérios fora de nosso local de origem.

9. Suporte-os financeiramente.
Descobrir se temos alguma necessidade específica e responder a essa necessidade, buscando supri-la, é algo maravilhoso para nós.

10. Procure encorajá-los quando estiverem em alguma missão ou tarefa em sua terra natal.
Deixe-nos falar com você, sua congregação e pequenos grupos sobre nosso ministério. Queremos compartilhar sobre o que Deus tem feito ao redor do mundo e adoraríamos ter a oportunidade de falar sobre isso, podendo trazer atenção sobre o assunto e com muita esperança ganhar mais suporte em oração."

Convide-nos para sair, para almoçarmos juntos ou jantar. Não precisa ser nada chique ou especial. Lembre que estivemos em lugares onde muitas vezes não conseguimos encontrar nem um arroz e feijão caseiro.

Extra
Nenhum missionário mencionou isso pra mim nos emails, mas eu sei que é uma benção quando alguém empresta sua casa de verão ou no campo para que um missionário e sua família possam aproveitar uns dias e relaxar em um lugar tranquilo.

Fale pra gente sobre livros que precisam ser lidos. Conte-nos sobre recursos e fontes que podem beneficiar nosso crescimento pessoal e nosso trabalho ministerial, como conferências, treinamentos para líderes e ministros, entre outras coisas.

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Fonte: Texto original de Mark Rogers, traduzido e adaptado do site The Gospel Coalition. Clique AQUI para ver o texto original. Para mais informações sobre o missionário Ricardo Monteiro, sua família e seu trabalho na Noruega, entre em contato direto pelo e-mail k2worship@hotmail.com.

Fogo para Missões
"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco."
Filipenses 4:08 a 09



Filipenses 4:08 é um dos versos mais comumente usados ​​no aconselhamento bíblico. Resumidamente, fornece um padrão diante do qual nossos pensamentos devem ser analisados. A exortação apostólica é clara e direta.

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."

Em um padrão resumido, o apóstolo nos ordena a colocarmos nossas mentes em coisas positivas, qualidades de Cristo, e ele faz isso usando palavras que eram populares na filosofia moral. Ao fazê-lo, ele demonstra que o pensamento do crente em Cristo deve agora ser diferente do que era antes da conversão. As qualidades listadas aqui formam um padrão abrangente e semelhante ao de Cristo para definir nossas mentes, que por sua vez molda o padrão de nossas vidas, razão pela qual ele segue este comando com outro, "isso fazei".

De acordo com o Salmo 19:14, não há guia mais confiável para julgar os pensamentos de nossos corações do que a Escritura - o padrão objetivo da verdade. Ao concluir a exaltação de Davi da Escritura como a verdadeira revelação de Deus, Davi ora:

"Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!"

Portanto, somente as Escrituras fornecem o guia seguro para as qualidades que compõem a mente cristã. No entanto, tão importante quanto tudo isso é, que não é o meu foco principal nesta curta publicação.

A partir de Filipenses 4:08, sabemos muito bem "o que" é o pensamento piedoso, mas muitas vezes não consideram o "porque" por trás da atenção que devemos dar para desenvolver uma mente verdadeiramente cristã. Por que é importante como nós pensamos? Enquanto "fazemos" o que é certo, ou nossos discípulos "fazem" o melhor que podem para deixarem de fazer o mal e começarem a "fazer" o bem, Deus realmente se importa com o que pensamos? Por que isso é tão importante? Pense por um momento sobre cinco as razões que nosso pensamento importa a Deus.

1. Antes do novo nascimento, nosso pensamento era fútil e nossa compreensão escureceu (Efésios 4:17 e 18). Enquanto estávamos sob o domínio do mundo, da carne e do diabo, nosso pensamento era vão. Não havia propósito, da perspectiva de Deus. Mesmo que, em nosso estado depravado, buscássemos alguma forma de bondade, eramos ignorantes a respeito da verdadeira piedade, pois nosso entendimento era mantido cativo à escuridão e ao seu príncipe. Não tínhamos a luz da vida e nem poderíamos ter sem intervenção sobrenatural. Mas algo mudou.

2. No novo nascimento, nós recebemos o Espírito Santo que conhece a mente de Deus (1 Coríntios 2:11). Esta é realmente uma incrível e espetacular verdade a se pensar. Entre os seres humanos, somente o seu espírito sabe o que você está pensando (até que você decida revelá-lo por suas palavras ou ações). Similarmente, apenas o Espírito Santo conhece plenamente os pensamentos de Deus. Esse mesmo Espírito habita dentro de cada um de nós, crentes em Cristo, e alguns de Seus atributos é nos ensinar e nos conduzir até a verdade (João 16:13).

3. Conhecendo a mente de Deus - porque Ele é Deus - o Espírito Santo revelou a mente de Deus nas Escrituras e, portanto, temos a mente de Cristo (1 Coríntios 2:12 ao 16). Conhecendo os pensamentos de Deus, o Espírito nos os revelou em palavras (Escritura), e é através de Seu ministério iluminador que somos capazes de compreender as verdades divinas. Nós, que conhecemos Cristo, temos o que precisamos saber para pensar de acordo com os padrões de Deus. Porque o autor divino da Escritura agora vive em nós, temos a capacidade de conhecer a mente de Cristo, que é revelada nas Escrituras. Ou seja, a Bíblia é a mente de Deus em forma escrita.

4. Como novas criaturas, agora somos chamados a nos despir do velho homem, incluindo velhas maneiras de pensar, e sermos renovados no espírito de nossas mentes (Efésios 4:22 e 23). A santificação não é meramente - nem mesmo primariamente - sobre o comportamento exterior, mas sobre mudar nossos padrões de pensamento para que eles se combinem com a Palavra de Deus. À medida que o Espírito Santo - através de Suas palavras - renova os pensamentos de nossa mente e transforma os desejos do nosso coração, progressivamente nos tornamos como Cristo em nossa caminhada diária. Somos chamados a diligentemente nos despir do velho homem e nos revestir do novo, enquanto, ao mesmo tempo, é Deus que opera em nós "tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade" (Filipenses 2:13).

5. A medida que renovamos nossas mentes com a Palavra de Deus, nossa vida é transformada, o que resulta no cumprimento da vontade de Deus (Romanos 12:01 e 02). Transformação da vida e mudança de coração não acontecem sem renovação da mente. Essa é uma verdade fundamental no aconselhamento bíblico. E nossas mentes nunca serão renovadas na bondade se não as expusermos continuamente à lavagem purificadora da Palavra. Portanto, tenhamos o cuidado de intencionalmente aconselhar os outros com a Palavra e criar ações de aplicação prática que os conduzirão à estas riquezas. Vamos levá-los ao Pão da Vida, Jesus Cristo, discipulando-os para que busquem saciar-se regularmente com toda palavra que procede da boca de Deus (Mateus 4:04).

Como novas criaturas em Cristo, temos todos os recursos divinos à nossa disposição para podermos desenvolver uma mente verdadeiramente cristã. E, como conselheiros bíblicos, devemos estar para sempre comprometidos com a supremacia de Cristo que nos é revelada na Palavra suficiente. Vamos continuamente submeter nossas mentes à autoridade das Escrituras para que nossas mentes sejam continuamente renovadas. Então, e só então, seremos aptos de levar outros a fazerem o mesmo.

Ação prática
Pense um pouco sobre quais as desculpas que aconselhadores usam por não conseguiram colocar esforço suficiente para renovar suas mentes. Como poderiam ser utilizadas as razões dadas nesta publicação para responder a estas desculpas? Sem julgá-los!

Também, em sua vida, como você se vê, em relação a mudança de sua mente, após a leitura deste artigo? O que você pode fazer para mudar isso? Leia novamente Filipenses 4:08 a 09 e ore ao Senhor sobre isso.

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Fonte: Este artigo foi originalmente publicado por Paul Tautges no blog da Biblical Counseling Coalition e publicado aqui com autorização do autor. Clique AQUI para ver o texto original.

Fogo para Missões

"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo."
Romanos 10:09



Resposta: Jesus ensinou claramente em João 3:16 que Ele salva qualquer um que acreditar nEle: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Esse "todo o que nele crê" inclui você e qualquer outra pessoa no mundo.

A Bíblia diz que, se a salvação fosse baseada em nossos próprios esforços, ninguém poderia ser salvo: "pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23). Salmo 143:02 acrescenta: "... à tua vista não há justo nenhum vivente." Romanos 3:10 afirma: "Não há justo, nem um sequer."

Nós não podemos salvar a nós mesmos. Em vez disso, somos salvos quando cremos em Jesus Cristo. Efésios 2:08 e 09 ensina: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." Nós somos salvos pela graça de Deus, e a graça, por definição, não pode ser conquistada. Não merecemos a salvação; nós simplesmente a recebemos pela fé.

A graça de Deus é suficiente para cobrir todo o pecado (Romanos 5:20). A Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que foram salvas de um passado bem pecaminoso. O apóstolo Paulo escreveu a cristãos que tinham vivido em uma variedade de condições pecaminosas, incluindo a imoralidade sexual, a idolatria, o adultério, o homossexualismo, o roubo, a ganância e a embriaguez. Mas Paulo diz que, após a salvação, "vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" (1 Coríntios 6:09 ao 11).

O próprio apóstolo Paulo foi um perseguidor dos cristãos, aprovando a morte de Estêvão (Atos 8:01) e prendendo os cristãos e jogando-os na prisão (Atos 8:03). Ele escreveu mais tarde: "a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal" (1 Timóteo 1:13 ao 15).

Deus muitas vezes escolhe salvar candidatos improváveis para servir os Seus propósitos. Ele salvou um ladrão na cruz com apenas alguns minutos de vida (Lucas 23:42 ao 43), um perseguidor da igreja (Paulo), um pescador que lhe havia negado (Pedro), um soldado romano e sua família (Atos 10), um escravo fugitivo (Onésimo em Filemom) e muitos outros. Não há ninguém que vá além da capacidade de Deus de salvar (Isaías 50:02). Devemos responder com fé e receber o Seu dom gratuito da vida eterna.

Quem pode ser salvo? Uma coisa é certa - você pode, se receber Jesus Cristo como o seu Salvador! Se você não tiver certeza de que aceitou Jesus como o seu Salvador, responda agora com uma oração semelhante a esta:

"Deus, sei que sou um pecador e nunca poderia chegar ao céu por minhas próprias boas obras. Agora eu coloco a minha fé em Jesus Cristo como o Filho de Deus que morreu por meus pecados e ressuscitou dos mortos para me dar a vida eterna. Por favor, perdoe-me dos meus pecados e ajuda-me a viver para ti. Obrigado por me aceitar e me dar a vida eterna."

Como posso ser salvo?
Esta simples, mas profunda, questão é a mais importante que alguém possa fazer. A pergunta "Como posso ser salvo?" trata de onde passaremos a eternidade depois que as nossas vidas neste mundo acabarem. Não há questão mais importante do que o nosso destino eterno. Felizmente, a Bíblia é bastante clara sobre como uma pessoa pode ser salva. O carcereiro de Filipos perguntou a Paulo e Silas: "Senhores, que me é necessário fazer para me salvar?" (Atos 16:30). Paulo e Silas responderam: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo" (Atos 16:31).

Por que preciso ser salvo?
Somos todos infectados com o pecado (Romanos 3:23). Nascemos com o pecado (Salmos 51:05), e todos nós pessoalmente escolhemos pecar (Eclesiastes 7:201 João 1:08). O pecado é o que nos tira a salvação por nos separar de Deus e nos colocar no caminho para a destruição eterna.

Salvo de quê?
Por causa do nosso pecado, todos nós merecemos a morte (Romanos 6:23). Enquanto a consequência física do pecado seja a morte física, ela não é o único tipo de morte que resulta do pecado. No fim das contas, todo pecado é cometido contra um Deus eterno e infinito (Salmo 51:04). Por causa disso, a penalidade justa para o nosso pecado também é eterna e infinita. Precisamos ser salvos da destruição eterna (Mateus 25:46Apocalipse 20:15).

Como Deus providenciou a salvação?
Já que a justa penalidade para o pecado é infinita e eterna, só Deus poderia pagá-la porque só Ele é eterno e infinito. No entanto, Deus, em Sua natureza divina, não podia morrer, por isso tornou-se um ser humano na pessoa de Jesus Cristo. Deus assumiu a carne humana, viveu entre nós e nos ensinou. Quando as pessoas rejeitaram a Ele e à Sua mensagem, ao ponto de procurarem matá-lo, Ele voluntariamente se sacrificou por nós, permitindo que o crucificassem (João 10:15). Porque Jesus Cristo era humano, Ele podia morrer; e porque Jesus Cristo era Deus, a Sua morte tinha um valor eterno e infinito. A morte de Jesus na cruz foi o pagamento perfeito e completo para o nosso pecado (1 João 2:02). Ele tomou sobre Si as consequências que merecíamos. A ressurreição de Jesus dentre os mortos demonstrou que a Sua morte foi realmente o sacrifício perfeitamente suficiente para o pecado.

O que preciso fazer?
"Crê no Senhor Jesus e serás salvo" (Atos 16:31). Deus já fez tudo o que precisava ser feito. Tudo o que você deve fazer é receber, em fé, a salvação que Deus oferece (Efésios 2:08 e 09). Totalmente confie somente em Jesus como o pagamento por seus pecados. Acredite nele e você não perecerá (João 3:16). Deus está lhe oferecendo a salvação como um dom. Tudo que você tem a fazer é aceitá-la. Jesus é o caminho da salvação (João 14:06).

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Fogo para Missões

"Amplia o lugar da tua tenda, e estendam-se as cortinas das tuas habitações; não o impeças; alonga as tuas cordas, e fixa bem as tuas estacas. Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; e a tua descendência possuirá os gentios e fará que sejam habitadas as cidades assoladas."
Isaías 54:02 e 03




Esta publicação tem como objetivo apresentar uma breve exposição da vida de William Carey, dando-se especial atenção, obviamente, à sua obra como missionário na Índia.

Trata-se de um trabalho cujo tema é de extrema relevância para a igreja dos dias atuais que, ao que se vê, deixou em segundo plano a tarefa missionária, especialmente em seu aspecto transcultural, voltando suas lentes mais para as necessidades internas da comunidade local, tais como crescimento, estrutura, patrimônio e estratégias de impacto na sociedade. 

Espera-se, portanto, que a análise da vida e do ministério de homens como William Carey, com sua paixão, perseverança, desprendimento e fundamentos teológicos sobre os quais construiu suas convicções, promova ao menos uma séria reflexão sobre a necessidade de fazer com que a igreja moderna volte novamente o seu olhar para os antigos horizontes missionários que há séculos se apresentam diante dela.

Dividida em quatro partes, as duas primeiras tratam da vida de William Carey antes dele se tornar missionário. As outras duas descrevem seu trabalho na Índia, sendo que a última divisão dá destaque especial aos obstáculos que enfrentou e o modo como lidou com eles ou com eles conviveu até que o Senhor trouxesse a solução esperada. Espera-se que esse último capítulo em especial seja proveitoso, dado o exemplo de vida que fornece, para encorajar todos os obreiros de Cristo que ao longo do ministério se vêm diante de inúmeras lutas, sendo até tentados a desistir.

O método usado no texto original desta publicação foi a pesquisa de fontes secundárias e primárias. Por ser um trabalho sintético, seu conteúdo é bastante seletivo, uma vez que se volta para dados de maior relevância na vida e obra do personagem em análise, não se detendo em detalhes de importância secundária.

1. A infância e juventude
William Carey nasceu em uma família pobre, em 1761, perto de Northampton, na Inglaterra. Seu pai era um tecelão que trabalhava em casa em uma máquina de tear.  Durante a infância, Carey teve uma vida normal, marcada por simplicidade. Eventualmente tinha problemas alérgicos que o impediram de realizar seu desejo de trabalhar como jardineiro. 

Quando bem jovem, aos dezesseis anos, não podendo mexer com flores, iniciou como aprendiz de sapateiro. Carey ficou nessa profissão até os 28 anos de idade. Ele converteu-se aos dezoito anos e ingressou na Igreja Batista, um dos menores grupos dissidentes de seus dias. Na sua “investigação”, referiu-se à denominação de que fazia parte como batista particular.[1] Após sua conversão, desenvolveu o hábito de estudar a Bíblia nas horas livres.

Foi em 1781, com dezenove anos, William Carey se casou com Dorothy, cunhada de seu patrão. Dorothy era cinco anos mais velha do que Carey, não sabia ler e logo revelou um temperamento difícil. No casamento reinava pouca harmonia e, para dificultar ainda mais a vida familiar os problemas econômicos eram comuns, tornando-se mais intensos com o crescimento da família e a responsabilidade de Carey no cuidado de sua cunhada e de quatro sobrinhos, após a morte do seu patrão. 

2. Pastor e sapateiro
Durante certo tempo William Carey acumulou as funções de pastor, professor de tempo parcial e sapateiro na sua pequena aldeia. Na verdade, desde a juventude ele atuara como pregador leigo, mas só em 1785 recebeu o convite para ser pastor em uma pequena igreja batista. Mais tarde foi chamado para pastorear uma igreja maior em Leicester, mas mesmo assim ainda precisava trabalhar em outras atividades para sustentar a família. 

Como pastor, Carey revelava uma preocupação muito grande com o estudo. Quem chegasse em sua humilde casa, caracterizada pelas lindas flores que ele mesmo cultivava, sempre o encontraria com um livro. Foi durante seus anos de pastorado, marcados especialmente pela leitura, que Carey passou a desenvolver sua visão missionária, concluindo, para surpresa da igreja e dos ministros cristãos de seus dias, que a evangelização do mundo era a principal responsabilidade da noiva de Cristo.

3. O notável Missionário
Uma das dificuldades que William Carey teve que enfrentar para incutir a necessidade do envio de missionários às nações pagãs foi o hipercalvinismo reinante em seus dias, segundo o qual a conversão dos pagãos ocorreria, caso o Senhor quisesse, sem o auxílio de quem quer que fosse.

Foi para quebrar essa mentalidade que o pai das missões modernas escreveu um tratado intitulado “Uma investigação sobre o dever dos cristãos de empregarem meios para a conversão dos pagãos” (1792). Tratava-se de uma exposição e análise do mundo de seus dias que refletia a necessidade urgente da pregação do evangelho às nações de todos os continentes. Nesse tratado, Carey também expõe argumentos lógicos e teológicos apresentando-os como fundamentos para o envio de missionários aos pagãos, frisando especialmente que o Reino de Cristo tem que ser proclamado a toda a terra.

Num sermão sobre Isaías 54:02 e 03, dirigido a um grupo de pastores batistas em Nottingham, no dia 31 de maio de 1792, Carey reforçou os apelos constantes da sua “investigação” e pronunciou a frase que se tornou célebre como a filosofia de trabalho do grande missionário: “Realizar grandes coisas para Deus; esperar grandes coisas de Deus.

A força dos argumentos de Carey e o vigor do seu entusiasmo resultaram na formação da Sociedade Missionária Batista, organizada em setembro de 1792. Menos de um ano depois, em junho de 1793, ele e sua família partiram para a Índia como membro da referida sociedade. Carey chegou em Hooghly no dia 11 de novembro de 1793, marcando o início da grande era das missões além mar, promovidas pela Inglaterra e Estados Unidos.

Em virtude da oposição da Companhia das Índias Orientais, a família Carey foi para o interior da Índia e, logo depois, para Malda. Ali, William Carey de dedicou a aprender a língua bengali e se aventurou numa tradução do Novo Testamento para essa língua. O trabalho, contudo, revelou-se um fracasso, pois Carey não tinha habilidade em redação, conhecia muito pouco da dinâmica da língua e a tradução tornou-se ininteligível. Isso não desanimou o infatigável missionário que refez a tradução até que pudesse ser compreendida pelo povo bengalês.

Trabalhando em Malda numa fábrica de anil, enfrentando terríveis problemas familiares como se verá a seguir, Carey não desanimou. Além de se empenhar firmemente na tradução da Bíblia, Carey também atuava como pregador, fundava escolas e, em 1795, inaugurou uma igreja batista em Malda que contava com quatro membros ingleses. É verdade que o povo bengalês comparecia às centenas para ouvir a mensagem do evangelho, mas ao fim de sete anos de trabalho em Malda, Carey não tinha sequer um convertido que pudesse apresentar como fruto do seu ministério.

Em 1800, William Carey deixou Malda e transferiu-se para Serampore, um território dinamarquês perto de Calcutá. Ali ele permaneceu até o fim de sua vida. A lado de Josué Marshman e William Ward, Carey passou a viver um tempo maravilhoso de trabalho em equipe marcado por oração, respeito, mútua cooperação e compromisso sério com a obra do Senhor. Marshman, Ward e Carey formavam o conhecido “Trio de Serampore” que conduziu a missão a um notável sucesso.

Com dedicação sem igual, disposto a sacrificar seus bens, tempo e qualquer outra coisa a que pudesse se apegar, dono de um caráter dócil e uma vida santa, Carey organizava escolas (ele organizou, inclusive, o colégio Serampore para treinamento de evangelistas nativos), ensinava línguas orientais no colégio de Fort William em Calcutá e continuava seus esforços na tradução da Bíblia que verteu inteira para três idiomas: bengalês, sânscrito e marathi. Além disso, traduziu porções da Bíblia para inúmeras outras línguas, ainda que a qualidade de seu trabalho não fosse muito apreciada pelos críticos.

Em Serampore o trabalho evangelístico era intenso. Apesar disso, as conversões aconteciam muito lentamente. Ruth Tucker escreve: A evangelização era também uma parte importante do trabalho em Serampore e um ano após o estabelecimento da missão os missionários se alegraram com o primeiro convertido. No ano seguinte houve mais convertidos, mas de modo geral a evangelização progrediu lentamente. Cerca do ano 1818, depois de 25 anos de missões batistas na Índia, havia mais ou menos 600 convertidos batizados e mais alguns milhares que compareciam às aulas e cultos.[2]

Dorothy Carey morreu em 1807 e, seis meses depois do seu sepultamento, o viúvo se casou com Charlotte Rumohr. O casamento foi feliz e durou até 1821, quando Charlotte morreu. Durante seu tempo de convivência o casal dedicou-se ao trabalho de tradução, pois Charlotte tinha grande habilidade lingüística. Após sua morte, Carey, aos 62 anos de idade, se casou com Grace Hughes, dezessete anos mais jovem do que ele e que demonstrou-se extremamente solícita no cuidado do marido que passara a ter freqüentes problemas de saúde.

O trabalho de Carey na Índia foi extraordinário. O pai das missões modernas, além das realizações mencionadas acima lutou contra a queima de viúvas e o assassinato de crianças. Ele tinha uma visão missionária muito à frente do seu tempo, dedicando-se à causa cristã sem desrespeitar os aspectos da cultura local que não feriam os valores revelados por Deus nas páginas da Bíblia. Ademais, lutou pela formação de uma igreja autóctone, com a Bíblia na língua do povo, com uma liderança nativa e traços distintivos que não fossem importados da Europa. 

4. Os obstáculos no ministério
O primeiro obstáculo que William Carey teve que enfrentar para realizar seu alvo de evangelização dos pagãos foi a sua própria igreja. Reinava em seu tempo a ideia de que a Grande Comissão não se aplicava aos cristãos em geral, mas exclusivamente aos apóstolos diante de quem o Senhor ressurreto a enunciou. Esse pensamento estava fortemente associado a uma teologia hipercalvinista que tirava da igreja o dever de anunciar as boas novas aos perdidos das nações distantes. Conta-se que quando o jovem pastor apresentou as suas idéias revolucionárias para a época a um grupo de ministros, um deles lhe disse: “Jovem, sente-se. Quando Deus quiser converter os pagãos, ele o fará sem a sua ajuda ou a minha”. 

Na sua “investigação”, Carey reagiu contra essas idéias. Realçou o dever da igreja de evangelizar os povos e disse que se a Grande Comissão se restringisse aos apóstolos, então a ordem de batizar também estaria restrita a eles. Ademais, argumentou, se só aos apóstolos se aplicam as determinações da Grande Comissão, os ministros que têm pregado o evangelho a outros povos têm agido sem autorização de Deus para tanto e a presença constante de Cristo prometida na Grande Comissão também não se aplica a ninguém além dos ouvintes originais.[3]

Como se vê, os argumentos de Carey eram irrefutáveis e provocaram uma mudança na mentalidade da igreja de seus dias que se estabeleceu por mais de quarenta anos.

Um segundo obstáculo ao ministério de William Carey foi a Companhia das Índias Orientais. Stephen Neill escreve: O momento da chegada de Carey à Índia não era propício para a fundação de uma missão. A Companhia das Índias Orientais, companhia comercial que se transformara gradualmente num império e que era então o poder dominante da Índia, suspeitava dos missionários e hostilizava sua chegada, não tanto por questões religiosas, mas por temer as perturbações provocadas pelo Evangelho, o que poderia abalar o controle sempre incerto de determinadas regiões. Carey e sua família viram-se, de fato, na situação de imigrantes ilegais, sujeitos de um momento para outro a serem deportados.[4]    

O problema com a Companhia das Índias Orientais foi resolvido quando Carey e sua família se mudaram para o interior, desaparecendo da vista de todos. 

O terceiro obstáculo ao ministério de Carey (e talvez o mais difícil) foi a sua esposa. Desde o início Dorothy se opusera á ida de Carey à Índia e se recusara a ir com ele. Juntamente com um outro missionário, John Thomas, Carey chegou a partir sem a esposa. A viagem, porém, foi interrompida por motivos burocráticos quando o navio ainda estava na Inglaterra. Por esse tempo, Dorothy mudou de idéia e resolveu partir com o marido e seus quatro filhos pequenos (um deles com apenas três semanas). 

Estando já na Índia, Carey, como já dito, se viu forçado a partir para o interior em face da oposição da Companhia das Índias Orientais. Na ocasião, Dorothy se mostrou cada vez mais abalada psicologicamente. Ademais, instalada em meio a pântanos, a família viu-se em circunstâncias deploráveis e Dorothy ficou muito doente, exigindo, juntamente com os filhos, a total atenção do marido. A situação só melhorou quando ele conseguiu se transferir para Malda onde foi trabalhar como capataz numa fábrica de anil. Ali, porém, Dorothy demonstrava que sua saúde mental estava em notável declínio. Com a morte de um dos filhos, que então contava com cinco anos, a esposa de Carey enlouqueceu totalmente.

A demência de Dorothy teve resultados trágicos para a família. Um deles se fez sentir na educação dos filhos. Carey, além de viver constantemente ocupado com inúmeras tarefas, era um homem muito dócil, incapaz de ser rígido com as crianças. A mãe, no estado em que se encontrava, não tinha condições de suprir a ausência e falhas do pai na correção dos meninos que cresceram como vadios indisciplinados. Foi a interferência firme da Sra. Marshman e a posterior dedicação de Charlotte Rumohr, a segunda esposa de Carey, que impediram que os filhos de Carey se perdessem totalmente. 

A grande luta de Carey com a doença de sua esposa findou-se em 1807, quando Dorothy faleceu aos 51 anos de idade.

O quarto fator que pode ser citado como obstáculo ao trabalho de William Carey foi sua chocante dificuldade com traduções. Como visto acima, Carey não conseguia se fazer entender quando escrevia uma sentença, de forma que sua obra sofria sérios e justos ataques de qualquer pessoa que tivesse paciência para avaliá-la. Para piorar a situação, em 1812 ocorreu um incêndio que destruiu anos de seu intenso e difícil trabalho de tradução. 

O modo como Carey superou tudo isso foi através da perseverança. De fato, Carey era um homem que nunca desistia. Nada fazia com que ele interrompesse sua obra. Se ao final de uma tradução  ele descobria que o texto era de difícil compreensão, ele retomava pacientemente o trabalho e fazia tudo outra vez, até que o resultado fosse satisfatório para os leitores. Mesmo quando suas traduções foram queimadas em 1812, esse incansável missionário aceitou o fato como manifestação da vontade de Deus e iniciou tudo outra vez com zelo ainda mais intenso. 

O último obstáculo que Carey enfrentou em seu trabalho missionário foi decorrente da chegada de novos missionários enviados da Inglaterra a Serampore pela Sociedade Missionária Batista. De fato, com a chegada desses missionários a paz da missão de Serampore chegou ao fim.  

Os novos obreiros se recusaram a se submeter à liderança dos veteranos e também não aceitaram adotar o estilo de vida e filosofia de trabalho do “Trio de Serampore”. Assim, o resultado inevitável foi a divisão. Então, os missionários mais novos se afastaram e formaram a União Missionária de Calcutá. 

A Sociedade Missionária Batista, a que Carey estava ligado desde que fora fundada por sua própria influência, tinha por esse tempo líderes que sequer o conheciam pessoalmente. Esses líderes deram apoio aos missionários jovens que eles próprios haviam nomeado. Por tudo isso, em 1826, a Missão de Serampore cortou relações com a Sociedade Missionária Batista. 

Como resultado desse rompimento, terríveis problemas financeiros começaram. Não havia como a missão de Carey se sustentar e também suprir as necessidades dos diversos postos missionários ligados a ela sem o apoio da Inglaterra. 

Carey, como em outras ocasiões, também soube lidar com esse obstáculo ao trabalho do Senhor. A solução foi simples: auto-humilhação. Carey e Marshman, vendo que não havia meios de continuar sem o sustento da Sociedade, se submeteram novamente e ela. Assim, foi dada continuidade ao trabalho até que a morte, o último oponente, se levantou. Contra esse obstáculo o corajoso missionário não teve como lutar. William Carey morreu em 1834. 

Conclusão
Da consideração dos fatos expostos nesta monografia, conclui-se primeiramente que a obra de Deus não carece necessariamente de ministros que apresentam os padrões de grandeza que o mundo exalta. Carey era apenas um pobre sapateiro, com limitações notáveis oriundas de problemas familiares e até mesmo carente de certos dotes intelectuais. Foi ele, contudo, que deu o impulso inicial ao grande século das missões transculturais, tornando-se famoso em todo o mundo e influenciando vidas até os dias modernos.[5]

Vê-se também, a partir da história apresentada, quão essencial é a perseverança na vida do ministro de Cristo. As informações fornecidas no item 4 levam facilmente à conclusão de que William Carey sequer teria saído da Inglaterra caso não fosse dono de um espírito perseverante, capaz de enfrentar pacientemente qualquer obstáculo e  prosseguir sem esmorecer na perseguição de seus ideais. Não resta dúvida que, sob o ponto de vista humano, o sucesso de Carey foi devido à sua firmeza e pertinácia.

No presente trabalho também é possível vislumbrar a seguinte verdade: o trabalho do Senhor muitas vezes revela-se lento e tardio em frutificar. Todo homem de Deus deveria atentar para esse fato e não nutrir no coração a danosa tendência de se comparar com outros que, aparentemente, têm tido mais sucesso no ministério, nem se sentir frustrado em expectativas muitas vezes vaidosas de ver multidões diante de si, sedentas por ouvi-lo. A história das missões e, especificamente, a vida de William Carey mostram que muitas vezes o plano de Deus na obra missionária não é a conversão numerosa dos ouvintes, mas o fortalecimento da fidelidade dos pregadores. Muitas vezes, o campo de trabalho de Deus é seu próprio servo.

Assim, a história do pai das missões modernas, se afigura como fonte de instrução, estímulo, exemplo e correção. Por meio dela não somente se detecta parte do que Deus realizou no grande século das missões ultramar, mas também é possível sentir o coração inclinado para novos desafios e para a expectativa de que ainda nesta geração o Senhor reavive a sua obra em todo o mundo.

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Fonte: O texto original do Pr. Marcos Granconato pode ser lido no link em seu nome. Esta publicação editou algumas partes do texto.

Fogo para Missões

NOTAS
[1] CAREY, William. Uma investigação sobre o dever dos cristãos de empregarem meios para a conversão dos pagãos. In: WINTER, R. e HOWTHORNE, S.C. (Ed.). Missões transculturais: uma perspectiva histórica. São Paulo: Mundo Cristão, 1987. p. 286.
[2] TUCKER. Ruth. Até aos confins da terra. São Paulo: Vida Nova, 1986. p. 125.
[3] CAREY, op. cit., p. 278.
[4] NEILL, Stephen. História das missões. São Paulo: Vida Nova, 1997. p. 270-271.
[5] É muito comum, nas Escolas Bíblicas de Férias, realizadas há décadas num vasto número de igrejas ditas tradicionais, a apresentação da história de William Carey às crianças, com ilustrações e desafios aos pequeninos. Assim, Carey tem sido um estímulo também para as gerações recentes e talvez só na eternidade seja possível avaliar com exatidão os efeitos de todo esse seu impacto.


REFERÊNCIAS
CAREY, William. Uma investigação sobre o dever dos cristãos de empregarem meios para a conversão dos pagãos. In: WINTER, R. e HOWTHORNE, S.C. (Ed.). Missões transculturais: uma perspectiva histórica. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
NEILL, Stephen. História das missões. São Paulo: Vida Nova, 1997.
TUCKER. Ruth. Até aos confins da terra. São Paulo: Vida Nova, 1986.


"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo."
Romanos 10:09



Muitas pessoas estão procurando por "passos para a salvação". As pessoas gostam da ideia de um manual de instruções com cinco passos que, se seguidos, vão resultar em salvação.

Um exemplo disso é o Islamismo com seus cinco pilares. De acordo com o Islamismo, se os cinco pilares forem obedecidos, salvação vai ser concedida. Porque a ideia de um processo passo a passo para salvação é atraente, muitos na comunidade Cristã cometem o erro de apresentar a salvação como o resultado de um processo passo a passo.

O Catolicismo Romano tem sete sacramentos, semelhantemente, várias denominações cristãs adicionam o batismo, confissão pública, voltar-se contra o pecado, falar em línguas, e tantas outras coisas, como passos para a salvação, mas a Bíblia apresenta apenas um passo para a salvação.

Quando o carcereiro de Filipos perguntou a Paulo: “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?” Paulo respondeu: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16:30 e 31).

Fé em Jesus Cristo como Salvador é o único “passo” para a salvação. A mensagem da Bíblia, as Boas Novas de Jesus Cristo, é bastante clara. Todos nós pecamos contra Deus (Romanos 3:23). Por causa do nosso pecado, merecemos passar a eternidade separados de Deus (Romanos 6:23). Por causa de Seu amor por nós (João 3:16), Deus tomou para Si a forma humana e morreu no nosso lugar, pagando pela punição que merecemos (Romanos 5:08; 2 Coríntios 5:21). Deus promete perdão dos pecados e vida eterna no céu a todo aquele que recebe, pela graça e através da fé, a Jesus Cristo como Salvador (João 1:12; 3:16; 5:24; Atos 16:31).

Então, a salvação não é uma questão de "certos passos que temos que seguir" para que possamos merece-la, não merecemos ser salvos! A verdade é que todos nós pecamos, no passado, agora mesmo, e no futuro (Romanos 3:23) e é por isso que Paulo, em sua carta aos cristãos de Coríntios fala a respeito de "Mas nós anunciamos a Cristo crucificado, que é escândalo..." (1 Coríntios 1:23), por que Jesus, o Filho de Deus, subiu no madeiro para cumprir todo e qualquer passo que nós jamais poderíamos dar pela salvação!

Sim, Cristãos devem ser batizados.
Sim, Cristãos devem confessar a Cristo publicamente como Salvador.
Sim, Cristãos devem se voltar contra o pecado.
Sim, Cristãos devem comprometer suas vidas a obedecer a Deus.

No entanto, esses não são passos para a salvação. São os resultados da salvação!

Por causa do nosso pecado, não podemos de forma alguma ganhar a salvação. Poderíamos tentar seguir rigorosa e religiosamente 1.000.000 de passos, e ainda não seria suficiente - e certamente fracassaríamos feio!

Por isso Jesus teve que morrer no nosso lugar. Somos completamente incapazes de pagar a Deus pela nossa dívida por causa do pecado, ou de nos purificar do pecado. Só Deus pode efetuar nossa salvação, e assim Ele o fez. Deus foi quem completou os “passos” e oferece salvação a qualquer um que recebê-la como um presente de dEle - isso é graça!.

Salvação e perdão dos pecados não é uma questão de seguir passos. É uma questão de receber a Cristo como Salvador e reconhecer que Ele fez todo o trabalho por nós. Deus exige um passo de nós – receber a Jesus Cristo como Salvador e confiar nEle completamente – e só nEle – como o caminho para salvação.

Isso é o que distingue a mensagem do Evangelho das religiões mundiais, as religiões possuem sempre uma lista de passos que devem ser seguidos para que a salvação, ou elevação, ou qualquer que seja o objetivo possa ser alcançado ou recebido.

A mensagem do Evangelho é esta, que reconheçamos que Deus, em Jesus Cristo, já cumpriu todos os passos com perfeição e simplesmente nos chama para receber a salvação, pela fé!.

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Romanos 10:09



Você alguma vez já aceitou Jesus Cristo como seu Salvador pessoal? Antes de você responder, permita-me explicar a questão. Para entender, você deve primeiro compreender adequadamente “Jesus Cristo”, “pessoal” e “Salvador.”

Quem é Jesus Cristo? Muitas pessoas reconhecem Jesus Cristo como um bom homem, grande mestre, ou mesmo como um profeta de Deus. Essas coisas são definitivamente verdadeiras sobre Jesus, mas elas não definem quem Ele realmente é. A Bíblia nos diz que Jesus é Deus em carne, Deus tornou-se um ser humano (leia João 1:01 ao14). Deus veio à terra para nos ensinar, curar, corrigir, perdoar – e morrer por nós! Jesus Cristo é Deus, o Criador, o Senhor supremo. Você aceitou este Jesus?

O que é um Salvador e por que nós precisamos de um Salvador? A Bíblia nos diz que todos pecamos, todos cometemos atos maus (Romanos 3:10 ao 18). Como resultado do nosso pecado, nós merecemos a ira e o julgamento de Deus. A única punição justa para pecados cometidos contra um Deus infinito e eterno é uma punição infinita (Romanos 6:23; Apocalipse 20:11 ao 15). É por isso que nós precisamos de um Salvador!

Jesus Cristo veio à terra e morreu em nosso lugar. A morte de Jesus, como Deus em carne, foi um pagamento infinito por nossos pecados (2 Coríntios 5:21). Jesus morreu para pagar a pena pelos nossos pecados (Romanos 5:08). Jesus pagou o preço para que nós não tivéssemos que pagar nós mesmos. A ressurreição de Jesus dentre os mortos provou que Sua morte foi suficiente para pagar a pena pelos nossos pecados. É por isso que Jesus é o único Salvador (João 14:06; Atos 4:12)! Você está confiando em Jesus como seu Salvador?

Jesus é o seu Salvador “pessoal”? Muitas pessoas vêem o Cristianismo como ir à igreja, realizar rituais, não cometer certos pecados. Isso não é Cristianismo. O verdadeiro Cristianismo é uma relação pessoal com Jesus Cristo. Aceitar Jesus como seu Salvador pessoal significa colocar a própria fé pessoal e confiança Nele. Ninguém é salvo pela fé dos outros. Ninguém é perdoado por realizar certas obras. A única forma de ser salvo é pessoalmente aceitar Jesus como seu Salvador, confiando na Sua morte como pagamento pelos seus pecados, e na Sua ressurreição como a sua garantia de vida eterna (João 3:16). Jesus é pessoalmente o seu Salvador?

Se você quer aceitar Jesus como seu Salvador, diga as seguintes palavras a Deus. Lembre-se que fazer esta oração ou qualquer outra não irá salvar você. Apenas confiando em Cristo você pode ser salvo do seu pecado. Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé Nele e agradecer por lhe dar a salvação. "Deus, eu sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou sobre Si a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Eu recebo Tua oferta de perdão e coloco minha fé em Ti para Salvação. Eu aceito Jesus como meu Salvador pessoal! Obrigado por Tua graça e perdão maravilhosos – o dom da vida eterna! Amém!

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