#42 - O DEUS VOLUNTÁRIO

“Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.”
Jó 38:04


Quem foi que obrigou Deus a se comprometer, deixando registrado em Sua palavra compromissos assumidos como em Salmos 37:04 ou ainda Romanos 8:28 e tantos outros textos como estes? Não se engane, não há nada nas Escrituras que nos dê o direito de exigir o que quer que seja de Deus, em tempo algum.

Estou falando do Deus único, que voluntariamente deu forma a uma massa sem forma alguma, falo sobre o Deus que criou a vida com toda a sua complexidade e suas variações, deixando Sua palavra impressa em cada detalhe, desde a infinidade de cores até a singularidade da impressão digital.

Não existia o homem quando Deus distribuiu a forma entre os animais, dando-lhes habilidades e características igualmente maravilhosas, a força do urso, as asas da águia ou o rugido do leão, ou os aromas das flores, o vermelho da rosa e a beleza dos lírios nos campos.

Voluntariamente Deus formou o homem, e não apenas isso, o criou conforme Sua imagem e semelhança, apenas um pouco abaixo dos anjos, uma classificação hierárquica escolhida pelo próprio Deus, posição privilegiada da qual o homem passou a gozar mesmo sem qualquer mérito, pois Deus fez tudo isso voluntariamente.

Esta certamente é a razão pela qual não fomos criados como animais de estimação que abanam o rabo quando encontram seu dono, ou como robôs, programados para adorá-lo: o Deus que não precisava criar seus traidores, os criou e encontrou neles a adoração voluntária, espontânea da qual é Digno e se agrada.

Em nenhum momento da história da humanidade Deus precisou da “benção” do homem para agir, embora o homem tenha recebido a liberdade de recusar Seus conselhos, em nenhum momento na eternidade, o Deus de toda glória consultou o homem para escrever Seus decretos, então quem é o homem para determinar a Deus suas ações, em tempo ou lugar?

Falo sobre o Deus que voluntariamente ensinou Noé o ofício da marcenaria, da engenharia naval, física, economia e também a ser domador de animais, o Deus que fez um cestinho de junco subir o rio Nilo, contra as correntezas, para ser encontrado pela filha de Faraó e que voluntariamente o chamou para libertar da escravidão uma nação que Ele voluntariamente amou, e chamou de menina dos Meus olhos. 

Falo sobre o Deus que pela boca do profeta Isaías diz: “venham, vamos conversar...” e que pela boca do mesmo profeta declara: “buscai o SENHOR enquanto se pode achar...”. É maravilhoso ver quantas vezes Deus se apresentou em direção ao homem, voluntariamente. Agora responda para si mesmo: é inteligente supor que o homem pode exigir algo do Grande Eu Sou?

Se um homem pecador tiver consciência do que lhe é reservado, diante de sua condição natural de pecador, jamais ousaria levantar a voz para questionar a Deus. Se um homem arrependido soubesse a condição pela qual Jesus passou para que pudesse ser justificado em Seu sangue, jamais ousaria pedir mais alguma coisa.

Eu falo sobre o Deus voluntário, que se viu seu único Filho, mesmo sendo Deus, se entregar voluntariamente como expiação pelos pecados voluntários do homem, para ter de volta o que Ele mesmo criou. Deus poderia, sem o risco de sofrer qualquer julgamento, ter nos condenado em nossos próprios delitos, pois desde Adão o homem inclinou-se para o mal, amando mais o pecado do que a Deus, e Deus assim tivesse feito, ninguém jamais o poderia questionar, ninguém poderia ousar chamá-lo de injusto, pois os pecados eram nossos e Ele, Ele é o Criador voluntário de todas as coisas. 

Jeová, este é Seu nome, o Grande Eu Sou que tem prazer em ser misericordioso, que é justo e gracioso, não apenas criou o homem, mas o amou, voluntariamente. O coração de Deus moveu-se de compaixão para com seres frágeis, que ignorantes de sua pequenez projetaram torres, Deus amou uma criação ingrata e com forte tendência ao erro, Deus nos amou até a morte.

A nossa mente limitada não é capaz de imaginar a gloriosa e igualmente avassaladora cena de Jesus entrando na Sala do Trono, diante de anjos, arcanjos e querubins e dizendo: “Eu vou!”.

Onde estava o homem, tão arrogante e determinado quando Jesus se apresenta diante do Pai? Quem é o homem para exigir algo de Deus? Se Ele nos prometeu algo, o fez na condição de Deus, poderoso para cumprir suas Palavras, enquanto o homem continua em sua posição de homem, indisposto para fazer sua parte.

Seja inteligente e responda com sinceridade: poderia o homem, em sua pequenez e limitação sondar o coração do Deus Vivo? Poderia o homem em sua maldade natural encontrar forças para encurralar o Guarda de Israel contra a parede? Poderia o homem, cujo tempo de existência é nada diante do Eterno, dizer o que o Eu Sou deve ou não fazer? Não! Nem mesmo Jacó, em sua luta com o Anjo teria ousado tanto, pois não sabia ele até aquele momento, com quem estava insistindo.

Falo sobre o Deus voluntário, que assumiu um compromisso com o homem, o compromisso de amá-lo. Falo sobre o Deus que não pode mentir e que sabe cumprir seus compromissos, mas e você?

Fogo para Missões
Texto de Edinelson F. Lopes - Meu desejo é que você seja edificado (a) assim como eu fui ao escrevê-lo. Ao SENHOR toda glória por mais este artigo, Jesus é o Rei, olhem para Ele.

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